Conhecida mundialmente por ser “pró-doação”, entre outros motivos, muito pela questão sociocultural, a Espanha é a alternativa escolhida para muitas famílias tentantes, que se organizam emocional e financeiramente e embarcam em busca de ter seu bebê nos braços. Encontrando-se nos primeiros lugares nos rankings mundiais quando se trata de doação de material biológico, como gametas, órgãos, sangue e medula, o país possui também uma parcela da população jovem feminina, principalmente de estudantes, que desde cedo é incentivada a ser doadora de óvulos. Fato que explica terem um dos maiores bancos de óvulos mundiais, juntamente com o constante trabalho de conscientização. Realizado através de campanhas que estimulam a população à doação voluntária, a iniciativa resulta em um tratamento sem lista de espera e com grande variedade de fenótipos disponíveis. A doação de óvulos tem se tornado um procedimento cada vez mais recorrente nas clínicas de reprodução assistida do mundo todo.

Segundo a Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE), a Espanha lidera a reprodução assistida na Europa. Assim, contabiliza 8,2% dos nascidos no país, graças às técnicas e ao aspecto tecnológico, que evoluíram ao longo do tempo. Algumas clínicas espanholas possuem a tecnologia Perfect Match 360º, um sistema inovador que possibilita a escolha da doadora mais compatível possível. Levando em consideração, além dos critérios fenotípicos, biometria (estudo de semelhança facial), e ainda uma análise genética abrangente, detectando mais de 600 doenças genéticas.

Vale destacar ainda que por lei a doação de gametas no país oferece uma compensação financeira. As jovens são incentivadas a passarem por um processo de estimulação ovariana, e, mesmo sendo altruístas, podem sofrer desgaste emocional, físico e financeiro, sendo a ajuda bem-vinda e legal perante a lei espanhola.

Fale com seu médico e vá atrás da melhor maneira de trazer seu sonho para a realidade. Conheça todas as possibilidades existentes, pois há muitas formas de gerar amor.

*Colaborou como fonte neste texto Karina Steiger, porta-voz da Ovodoação no Brasil e fundadora do Nós Tentantes, Projeto de Vida.