Fertilização in vitro para casais homoafetivos masculinos

A única opção é realizar a fertilização in vitro para casais masculinos onde é escolhida uma doadora de óvulos anônima, que pode ser de banco de óvulos nacional, internacional ou de uma doação compartilhada de óvulos – pacientes que já estão fazendo tratamento de Reprodução Assistida.

Após, é selecionada uma mulher que fará a doação temporária do útero. É importante salientar que esta cedente deve ter ao menos um filho vivo e pertencer à família de um dos parceiros em parentesco consanguíneo até o 4º grau (1º grau – mãe; 2º grau – irmã e avó; 3º grau – tia; 4º grau – prima), conforme permitido pelo CFM (Conselho Federal de Medicina). Demais casos estão sujeitos à avaliação e autorização do CRM (Conselho Regional de Medicina).

O sêmen utilizado pode ser de um dos parceiros. A taxa de sucesso pode chegar até 50%. Vários estudos comprovam que não existem alterações psicológicas, bem como modificação na orientação sexual das crianças com progenitores homoafetivos.

Fertilização in vitro para casais homoafetivos femininos

Até algum tempo atrás, a união estável de duas pessoas do mesmo sexo permitia que fosse mantido um relacionamento homoafetivo, no entanto, não lhes dava o direito de serem pais. Atualmente, devido à atualização legislativa e ao avanço da medicina, isso é possível e legal.  

O CFM possui normas aprovadas que permitem que casais homoafetivos recorram a técnicas de reprodução humana assistida para conseguirem engravidar, visto que essa é uma procura bastante recorrente em consultório e clínicas que realizam os procedimentos voltados para esse intuito, como a fertilização in vitro (FIV) e a inseminação intrauterina (IIU).

Esses também são os tratamentos disponíveis para os casais homoafetivos que possuem o desejo de engravidar. Por meio da inseminação intrauterina, com o auxílio de um banco de espermatozoides, é possível que uma das parceiras receba a injeção dos espermatozoides diretamente na cavidade uterina e consiga engravidar.

Outro tratamento bastante procurado por casais homoafetivos femininos é a FIV. Isso pelo fato apresentar maiores taxas de sucesso no procedimento e principalmente por permitir que ambas as mulheres participem da concepção do bebê.

Como funciona a FIV para casais homoafetivos femininos?

A fertilização in vitro consiste na coleta dos gametas femininos (óvulos), que são induzidos por meio de medicamentos, Devido a isso, resultam em um número maior do que o organismo da mulher libera naturalmente a cada ciclo ovulatório (um óvulo), e dos gametas masculinos (espermatozoides), que são coletados por meio de masturbação em locais apropriados. Após essa coleta, os gametas são armazenados juntos em ambiente adequado, a fim de que ocorra a fertilização e, então, o desenvolvimento do embrião, que é acompanhado até alcançar o período ideal e transferido ao útero da mãe para se implantar e ser gerado. 

Nos casos de casais homoafetivos femininos, esse procedimento permite que haja a participação de ambas as parceiras, por meio da coleta dos óvulos de uma delas, que é fertilizado com espermatozoide oriundo de banco de esperma, e a transferência do embrião resultante para o útero da outra companheira, após ele alcançar a fase ideal. Dessa forma, uma das parceiras fornece o material genético necessário para o procedimento, através da coleta de óvulos, e a outra gera o bebê no próprio útero, recebendo o embrião resultante da FIV. 

Apesar de ser bastante procurada, apenas um especialista em reprodução humana poderá confirmar se a FIV é a opção de tratamento mais adequada ao casal. Isso porque existem condições de saúde a serem levadas em consideração, tais como a presença de doenças ou alterações que possam afetar a qualidade fértil das pacientes. 

*Colaboraram como fonte neste texto as clínicas Mater Prime e VidaBemVinda.